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Avalanche de IPOs pode virar realidade neste 2º semestre

Há mais de 30 empresas na fila para abrir capital na Bolsa (Foto: B3)

A B3 movimentou R$ 112 bilhões em 2020, o maior valor desde 2010 – quando ocorreu a capitalização da Petrobras. 28 empresas estrearam no mercado de capitais ano passado, um número muito maior que nos 3 anos anteriores, quando somente 18 empresas abriram capital.

Os números positivos em plena pandemia, porém, não escondem uma certa frustração. “No ano passado já estava prevista uma onda muito grande de IPO acontecendo. Até teve um número considerável, mas teve muitos cancelamentos por causa da crise, que acabou inviabilizando muitos negócios”, avalia Beto Assad, analista de ações e consultor financeiro para o Kinvo. 

Muitas empresas recorreram à abertura de capitais mais pela necessidade de capitalização diante a crise, que como estratégia de crescimento. “O custo de oportunidade ficou muito alto para essas empresas. Ninguém queria pagar o quanto elas queriam. O valor saiu abaixo do valor mínimo estipulado, e algumas acabaram entrando”, afirma Assad. “Possivelmente muito mais por uma questão de necessidade financeira do que por uma oportunidade.”

No total, foram 25 cancelamentos. Este ano, a expectativa era grande. No mês de fevereiro, parecia ter se tornado realidade. Foram 13 IPOs, com bons cases, como da Eletromidia, que atua com mídia OOH “Out Of Home”. 

“Iniciamos a jornada com a listagem da companhia na B3 no segmento de Novo Mercado, o mais elevado nível de governança corporativa da Bolsa. Estamos vivendo uma janela de oportunidade de expansão no mercado em que atuamos com múltiplas avenidas de crescimento”, afirma Eduardo Alvarenga, CEO da Eletromidia. 

“Acreditamos que nosso pioneirismo deve abrir caminho para outras empresas de comunicação que desejam negociar ações na Bolsa. Além de ser um ótimo indicador positivo para a nossa visão de contínuo crescimento e consolidação que sempre aspiramos para a nossa companhia.”

Perspectivas

Mas não passou disso. Foram realizados apenas 15 IPOs no primeiro semestre, em contraste com 31 cancelamentos. O número assusta, mas o ano ainda não acabou. 34 seguem na fila. À essa altura, quem buscou o mercado em busca de dinheiro barato já saiu do jogo, e o segundo semestre pode surpreender.

“Muitas empresas estão abrindo capital. Setores cada vez mais novos na bolsa. Isso vai mostrando uma mudança até no comportamento do padrão econômico. Os setores que começam a ser explorados”, afirma Assad. 

“Não tem financiamento mais barato que abertura de capital. Qualquer case quando é bem, se consegue montar uma coisa muito bem estruturada, independente qual o setor, tem tudo para ter sucesso.”

Na lista de empresas na fila do IPO, alguns nomes conhecidos do público, como a rede de academias SmartFit e a companhia de eletrônicos Multilaser. A rede varejista de hortifrutigranjeiros, Hortigil Hortifruti, é outra novidade da lista. 

“Com as taxas de juros voltando a subir, os investidores buscam mais oportunidades na renda variável. Com a economia aquecendo, fica muito mais fácil ter IPO de maior sucesso do que no ano passado, que foi um desafio muito grande para quem resolveu encarar”, finalizou Assad.

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