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Bolsas de NY fecham em baixa com Fed; Dow Jones tem pior semana desde outubro

As bolsas de NY fecharam em baixa, nesta sexta-feira (Foto: Predrag Kezic/Pixabay)

As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta sexta-feira, 18, encerrando uma semana de perdas. O movimento foi gerado pela guinada “hawkish” (mais dura) do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Nesta sessão, o presidente da distrital do Fed em St. Louis, James Bullard, indicou que a autoridade monetária abriu oficialmente as discussões sobre “tapering”, o processo de retirada de estímulos à economia. Nesta sexta, também foi dia de “quadruple witching” em Wall Street, com vencimento simultâneo de opções e de futuros de ações.

O índice Dow Jones caiu 1,58%, aos 33.290,08 pontos, enquanto o S&P 500 teve baixa de 1,31%, aos 4.166,45 pontos, e o Nasdaq recuou 0,92%, aos 14.030,38 pontos. Na comparação com o fechamento de sexta-feira da semana passada, as quedas foram de 3,45%, 1,91% e 0,28%, respectivamente, com o Dow Jones no pior desempenho semanal desde outubro.

Nesta sexta, Bullard reforçou, em entrevista à CNBC, que o Fed iniciou a discussão sobre o processo de retirada de estímulo. Ele também disse esperar uma elevação da taxa básica de juros no próximo ano. Desde que a decisão de política monetária da instituição indicou que a maioria dos dirigentes espera um aumento de juros em 2023, o mercados acionários vêm sendo pressionados.

“Concordamos que o mercado de ações está respondendo ao Fed potencialmente aumentando os juros, embora não mais rápido do que o esperado – o Fed há algum tempo indica um prazo provável de 2023”, aponta a Stifel. O movimento ocorre sobretudo por isso e “não por causa do aumento da inflação – já que a inflação mencionada está se comportando como previsto”, segundo a consultoria.

As ações do setor financeiro estiveram entre as mais penalizadas, estendendo as fortes quedas da quinta, pressionadas pelos recuos nos juros longos dos Treasuries. O Goldman Sachs caiu 3,52%, enquanto o Bank of America recuou 2,56% e o Morgan Stanley perdeu 4,35%.

No entanto, diferentemente de quinta-feira, quando as ações de tecnologia foram impulsionadas pelo movimento, nesta sexta ocorreu uma baixa no setor, com quedas importantes como Facebook (-2,04%), Apple (-1,01%), Alphabet (-1,34%), que controla o Google. Outro recuo de destaque foi da Intel, que caiu 2,64%, em meio a tratativas nos EUA sobre a questão da escassez de chips.

Apesar da alta no preço do barril do petróleo, as ações de petroleiras recuaram nesta sexta, em dia marcado pela indicação de que a produção nos EUA irá se recuperar mais lentamente do que estava previsto. Chevron (-3,77%), ExxonMobil (-2,55%) e Occidental Petroleum (-0,85%) registraram queda.

Por Matheus Andrade

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