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Capitalização da Eve envolve ‘IPO do cheque em branco’

Embraer informou que a Eve iniciou negociações com a Zanite (Foto: Divulgação / Embraer)

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a fabricante aeronáutica Embraer informou que sua subsidiária dedicada aos carros voadores – a Eve – iniciou negociações relacionadas a uma possível combinação de negócios com a Zanite, uma companhia de capital aberto dos Estados Unidos com propósito específico para aquisição (Spac, na sigla em inglês).

Segundo uma fonte do mercado, um financiamento extra para a Embraer seria importante para a empresa tocar o projeto do “carro voador”, dado que o endividamento da companhia é alto e a geração de caixa, baixa, por conta da crise decorrente da covid-19.

Em comentário a clientes, os analistas Victor Mizusaki e Pedro Fontana, do Bradesco BBI, avaliaram que a notícia é positiva para a Embraer, já que a fabricante brasileira de aeronaves tem valor de mercado de US$ 2,5 bilhões e apenas a Eve Urban Air Mobility, sozinha, poderia atingir um valor de mercado de US$ 2 bilhões, graças à operação de Spac com a Zanite.

Trata-se de uma operação que tem sido muito usada ultimamente no setor de tecnologia e que foi apelidada de “IPO do cheque em branco”. Essa definição está ligada ao fato de que primeiro os investidores levantam o dinheiro, fazem a listagem de uma empresa sem ativos na bolsa (a Zanite, nesse caso) e depois correm atrás de candidatos para serem adquiridos (nesse exemplo a Eve, subsidiária da Embraer).

Expansão

Esse mercado, embora arriscado, pois envolve apostas milionárias (ou, neste caso, bilionária) em negócios pouco provados, está em franco crescimento nos Estados Unidos. O boom nos EUA está transparente em números. De acordo com dados do centro de inovação brasileira Distrito, as Spacs no território americano saíram de 59 transações, em 2019, para 248, em 2020. Até abril de 2021, foram 308 operações.

O modelo de financiamento por Spacs ainda não tem regulação no Brasil, e a visão de analistas é de que isso é natural, dado o desenvolvimento limitado do mercado de capitais no País.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Por Gabriel Baldocchi

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