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Bolsa fecha em alta e retoma nível de 119 mil pontos pela 1ª vez desde fevereiro

A bolsa fechou em alta, retomando nível de 119 mil pontos (Foto: Espaço B3/Divulgação)

Na véspera do vencimento de contratos futuros sobre o índice, o Ibovespa retomou nesta terça-feira, 13, a linha dos 119 mil pontos, no intradia e no fechamento, algo que não era visto desde meados de fevereiro. Nesta terça-feira, emendou segundo ganho ao fechar em leve alta de 0,41%, aos 119.297,13 pontos, acumulando avanço de 1,38% nestas duas primeiras sessões da semana, ampliando o do mês a 2,28% – no ano, passa agora a subir 0,24%.

Nesta terça, o índice saiu de mínima a 118.041,14, com abertura a 118.809,35, para chegar na máxima aos 119.529,16 pontos, alcançando o maior nível intradia desde 18 de fevereiro. Ainda moderado, o giro financeiro ficou em R$ 29,3 bilhões.

“A bolsa no Brasil, ainda muito atrasada no ano em dólar, tem buscado um ‘catch up’, embora não linear, com Nova York, que vem renovando máximas sucessivas. Algum noticiário específico de empresas, como vemos agora com Pão de Açúcar, tem ajudado, mas o quadro local permanece o mesmo, com indefinição sobre o Orçamento e o fiscal, combinação que tem se refletido no câmbio e nos juros”, diz Roberto Attuch, CEO da Ohmresearch.

Para Attuch, no exterior, três temas serão acompanhados de perto nas próximas semanas: o ritmo de vacinação na Europa, que começa a ganhar ímpeto, tendendo a contribuir para alguma convergência com a economia dos EUA a partir deste segundo trimestre; o início de nova temporada de balanços corporativos, na Europa e nos Estados Unidos; e as próximas leituras sobre a inflação americana, embora o Federal Reserve já tenha “tranquilizado o mercado sobre isso”.

Aqui, além das dúvidas sobre o Orçamento de 2021 e a situação fiscal, a pandemia ainda preocupa, com elevadas médias móveis de óbitos. “É provável que o mercado esteja esperando alguma clareza, e que talvez tenha embutido um prêmio esperando uma turbulência maior, agora sendo revisto”, diz Attuch.

O quadro político, contudo, segue obscuro, em meio ao início formal do processo de criação da CPI da Covid, com a leitura do requerimento em plenário pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), nesta data, abrindo prazo para que os partidos indiquem participantes.

Nesta terça-feira, como no dia anterior com poucos novos catalisadores para os negócios, prevaleceu não apenas o fraco giro financeiro, mas também a busca por gatilhos que ajudassem a levar o Ibovespa um pouco mais adiante, na véspera do vencimento de contratos futuros. Assim, o destaque foi o setor siderúrgico, “com a alta de 3% do minério de ferro após a divulgação da balança comercial chinesa de março”, aponta Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora. “As importações da maior consumidora global da commodity subiram 19%, frente a março do ano passado. O resultado superou a expectativa do mercado, refletindo os bons dados industriais apresentados no começo de abril”, acrescenta.

Vale ON, que vem de máximas recentes, fechou a sessão em leve alta de 0,17%, a R$ 103,58, enquanto os ganhos no setor de siderurgia chegaram a 2,89% (Usiminas). Os bancos devolveram em parte os ganhos do dia anterior, em ajuste moderado, limitado a -1,24% (Santander). Na ponta do Ibovespa, Lojas Americanas em alta de 9,31% no encerramento, à frente de B2W (+8,97%) e Cogna (+5,87%), três papéis com exposição à economia doméstica que acumulam perdas no ano. No lado oposto, Eneva fechou em baixa de 7,09%, MRV, de 2,76%, e Cielo, de 2,09%. Com ganho moderado para o petróleo na sessão, Petrobras PN fechou em alta de 0,33% e a ON, estável.

Por Luís Eduardo Leal

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