Press "Enter" to skip to content

Commodities injetam otimismo para siderúrgicas e Vale

Produção de aço bruto cresce 10,8% e chega a 3,004 milhões de t em janeiro (Foto: Divulgação)

Uma retomada mais rápida que o esperado na demanda, inclusive antes do restabelecimento da oferta. Resultado: preços em alta. Este é o cenário promissor para as commodities metálicas em 2021 que traduz o otimismo sobre as ações de siderúrgicas e da Vale (VALE3) na B3.

—> Gostou desta notícia? Receba nosso conteúdo gratuito, todos os dias, em seu e-mail

De um lado, o apetite chinês por minério de ferro continua crescendo quase 2 dígitos. Do outro, a Vale, maior produtora da commodity no mundo, revelou uma meta para 2021 (315 milhões a 335 milhões de toneladas) abaixo das expectativas.

“Com a demanda da China provavelmente crescendo perto de 2 dígitos, podemos ver um déficit relevante de oferta/demanda no curto prazo, e os preços podem continuar subindo (próximo a US$ 180-200 a tonelada?)”, interpreta a equipe de análise do BTG Pactual. Os analistas do banco projetam um minério de ferro valendo US$ 130 a tonelada no ano que vem.

Aço

O setor siderúrgico vive o melhor cenário em anos, segundo avaliação do time do BTG.

Os preços do aço têm subido nos últimos meses, deixando bem para trás as mínimas do ano. Ao longo de 2020, muitas siderúrgicas interromperam a produção em meio às incertezas sobre a atividade diante do isolamento social. Isso ampliou o vácuo de oferta, enquanto a cotação do minério de ferro – matéria-prima da indústria siderúrgica – avança.

“A demanda por aço no Brasil foi totalmente recuperada”, observa o time do BTG, que vê espaço para novos reajustes dos preços de aço devido ao impulso dos setores de construção civil (longos) e automotivo (planos).

De fato, os dados publicados pelo Instituto Aço Brasil (IABr) endossam a recuperação setor para 2021. A produção de aço totalizou 2,9 milhões de toneladas em novembro, um crescimento de 11,2% na base anual e de 6,1% ante outubro. As vendas internas e o consumo aparente também cresceram 2 dígitos.

“Os dados confirmam uma retomada na demanda de produtos siderúrgicos, sendo destaque a redução de 7,1% nos estoques dos distribuidores a 630,4 mil toneladas, sendo o menor nível em 10 anos”, afirma o analista da corretora Mirae Asset, Pedro Galdi.

Recomendações

Neste cenário, os analistas do BTG recomendam “compra” aos ADRs (recibos de ações negociados em Nova York) da Vale, com preço-alvo em 12 meses de US$ 21.

Dentre as siderúrgicas, o BTG indica “comprar” ações da Gerdau (GGBR4) e da Usiminas (USIM5), estimando preços-alvo em 12 meses de, respectivamente, R$ 30 e R$ 17.

O time da Mirae Asset, por sua vez, sugere “compra” para CSN (CSNA3), Usiminas e Gerdau e projeta um preço justo aos papéis de, respectivamente, R$ 30, R$ 16 e R$ 27.

Siga o Mercado News no Twitter e no Facebook e assine nossa newsletter para receber notícias diariamente clicando aqui.

Seja o primeiro à comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *