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Goldman reitera aposta em Rumo, apesar de queda em volumes

O volume consolidado transportado pela operadora de logística ferroviária Rumo (RAIL3) caiu 20% em janeiro na comparação anual, nota a equipe do Goldman Sachs, citando o efeito da menor movimentação de soja devido ao atraso da colheita.

Simultaneamente, ainda segundo o banco norte-americano, os preços da oleaginosa e do milho em Mato Grosso – principal estado agrícola do País – estão valendo quase do dobro em relação a janeiro de 2020, o que alimenta o interesse exportador de produtores. E isso é bom para a Rumo, cujo sistema conecta o terminal ferroviário de Rondonópolis (MT) ao Porto de Santos, e hoje sofre dura competição com o corredor do chamado Arco Norte, que liga o polo de Sorriso (MT) e Sinop (MT) aos portos do Norte por meio da BR-163 e hidrovia – leia-se Hidrovias do Brasil (HBSA3).

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    Mesmo assim, diante das cotações atuais, a equipe do Goldman mantém a recomendação de “compra” para as ações da Rumo, com preço-alvo em 12 meses de R$ 27 – o que equivale a um potencial de alta de 33% na B3 -, enfatizando o espaço para crescimento sólido nos próximos anos. Mas já fica o aviso deles de que os números do primeiro trimestre podem desagradar.