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BTG elege construtora favorita na B3 focada em baixa renda

Tecnisa acumula prejuízo de R$ 164,852 milhões em 2020 (Foto: Divulgação)

O BTG Pactual escolheu a ação da construtora Cury (CURY3) como sua Top Pick dentre as empresas focadas em imóveis para baixa renda na B3, enfatizando a perspectiva de crescimento e o baixo risco de execução devido à atuação em São Paulo e Rio de Janeiro.

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    Os analistas do banco Gustavo Cambauva, Elvis Credendio e Antonio Martins iniciaram cobertura das incorporadoras e construtoras Cury, Plano&Plano (PLPL3) e Tenda (TEND3), com viés positivo em razão do comprometimento do governo com o programa habitacional Casa Verde e Amarela (antigo Minha Casa, Minha Vida), em meio ao elevado déficit habitacional.

    “Vemos o CVA como sustentável, pois: (i) sua fonte de captação (FGTS) possui recursos abundantes; (ii) o governo reiterou repetidamente o seu compromisso com o CVA; e (iii) o orçamento anual é razoável e semelhante aos níveis históricos. Mas, como o orçamento é praticamente fixo, as empresas precisam competir por participação de mercado para crescer”, escreve a equipe do banco, em relatório.

    E é aí que, na visão do BTG Pactual, as 3 construtoras listadas em Bolsa levam vantagem competitiva e, por ora, os preços das ações se encontram convidativos para investimentos. Nem mesmo a recente alta nos preços da construção civil abala o otimismo dos analistas, que veem o fato como um elemento de curto prazo.

    Relação risco/retorno

    A preferida do time do BTG é a Cury, com recomendação de “compra” e preço-alvo em 12 meses de R$ 16 – o que sugere um potencial de valorização de mais de 55%.

    O trio do banco prevê um crescimento de cerca de 30% ao ano nos lançamentos da Cury e enfatizam sua capacidade de execução em Rio e São Paulo.

    Mais barata

    A indicação também é de “compra” para a ação da Plano&Plano, com preço-alvo em 12 meses de R$ 13, implicando potencial de alta de mais de 60%.

    Nos cálculos dos analistas, trata-se da ação mais barata na análise de múltiplo de preço sobre lucro, mas a liquidez é baixa. “Com 100% das operações em São Paulo e um banco de terrenos de R$ 10 bilhões, tem condições de crescer mantendo alta rentabilidade.”

    Vencedora de longo prazo

    Já a Tenda é vista pela equipe do BTG como a vencedora de longo prazo do setor, com operações bem administradas no CVA e “uma fome incessante de inovar”. Entra aí o projeto de construção de casas off-site, por meio do qual partes do imóvel são produzidas em uma fábrica para, em seguida, serem transportadas para montagem no canteiro de obras.

    Em entrevista ao Mercado News, o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Tenda, Renan Sanches, afirmou que a expectativa é expandir o projeto de casas off-site.

    No entanto, os múltiplos de avaliação da empresa estão relativamente mais salgados, segundo o BTG Pactual. Assim, a recomendação é de “compra” e o preço-alvo projetado em 12 meses é de R$ 40 – potencial de ganhos de cerca de 35%.

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