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Qual é o impacto da pandemia nos investimentos em renda fixa?

(Foto: Freepik)

A pandemia causada pela Covid-19 adicionou um componente de incerteza muito grande aos mercados e isso afastou uma boa parte dos investidores de papéis com perfil mais agressivo, mesmo que tenham menores rentabilidades. “É a lógica de busca por maior proteção aos investimentos”, afirma Francisco Pérez, cofundador e head de Investimentos da Glebba,  fintech de investimentos que conecta e intermedia o financiamento de empreendimentos imobiliários. Nos últimos meses, a  plataforma registrou um aumento na procura por títulos emitidos por empresas com bom perfil de rating. Nesta entrevista, Pérez comenta as opções de investimentos da Glebba.

1- Como funcionam os investimentos em renda fixa?
Os investimentos com o perfil de renda fixa são títulos de investimento com rendimento pré-fixado no momento da oferta pública, definindo desde o início qual remuneração que o investidor terá direito e em que prazo.

2- Quais são os principais títulos disponíveis?
Os títulos disponíveis emitidos pela Glebba são contratos de investimento coletivo, que podem ser convertíveis ou não, e com rentabilidade pré-fixada ou pós-fixada. As ofertas públicas emitidas pela Glebba Investimentos, são reguladas pela CVM, no âmbito da instrução CVM 588, de crowdfunding de investimento.

3- Qual é o valor mínimo para começar a investir e o que levar em conta na hora de investir em renda fixa?
Na plataforma da Glebba é possível investir a partir de R$ 5.000,00 em títulos emitidos por empreendimentos imobiliários que atendam aos critérios de elegibilidade da ICVM 588. Deve-se levar em conta todos os aspectos publicados nas informações essenciais das ofertas, sobretudo no risco desses investimentos.

4- No caso de quem já investe em renda fixa, como avaliar se é melhor manter ou buscar uma nova opção?
Como todo investimento, existe um risco associado ao título, portanto a avaliação se é melhor manter ou buscar novas opções, deve ser em decorrência da análise de “risco vs retorno”, o perfil e a necessidade de liquidez de cada investidor.

5- Posso resgatar quando eu quiser?
Os títulos emitidos pela Glebba não são resgatáveis no período, mas podem ser repassados para terceiros, via cessão de direitos dos títulos. Mas é bom esclarecer que na modalidade de crowdfunding de investimento, não há mercado secundário.

6- Quais são os riscos?
O principal risco é o não pagamento nas condições estipuladas no contrato de investimento, o que obrigaria os investidores a executar a dívida. No caso da Glebba, que as emissões são atreladas aos empreendimentos imobiliários, geralmente possuem um patrimônio muito maior que o montante da dívida com os investidores da plataforma. Além disso, temos um processo de due diligence e comitê de curadoria que garantem uma profunda análise dos riscos associados à oferta, que inclusive recebem uma nota de rating para deixa ainda mais claro para o investidor os riscos que ele está exposto ao aceitar o investimento.

7- Onde devo investir?
A ideia da Glebba é que o investidor monte seu portfólio, alocando recursos em vários empreendimentos imobiliários, com diferentes graus de riscos, em localidades distintas, garantindo assim uma boa diversificação

8- O que é garantido pelo FGC?
Os títulos da Glebba, assim como os fundos em geral, não possuem cobertura pelo FGC

9- E se o emissor do título quebrar?
No caso das plataformas, as próprias empresas de pequeno porte são as emissoras dos títulos, através da modalidade de oferta pública no âmbito da instrução CVM 588, de crowdfunding de investimento.

A relação entre investidor e empresa emissora é direta, através do contrato de investimento, portanto se a plataforma Glebba quebrar, a relação entre emissor e investidor está mantida normalmente. A Glebba é uma plataforma que une as partes mediante uma instrução normativa da CVM, mas não interfere diretamente na relação.

 

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